convite palestra “Direito à cidade e gênero: a segregação urbana na prostituição”


No dia 18 de agosto estarei na Universidade Estadual de Campinas – Unicamp apresentando minha tese “‘PRETA, POBRE E PUTA’: a segregação urbana da prostituição em Campinas – Jardim Itatinga”, ganhadora do PRÊMIO CAPES DE TESE na área de Planejamento Urbano e Demografia. A apresentação, intitulada “Direito à cidade e gênero: a segregação urbana na prostituição”,  será na Faculdade de Engenharia Civil Arquitetura e Urbanismo- FEC, onde realizei minha graduação. A proposta é entender, partir do caso de Campinas, de que forma o movimento brasileiro de prostitutas vem reivindicando seu espaço na sociedade por meio, sobretudo, de ações relacionadas a luta pelo seu direito à cidade.

Venham e ajudem a divulgar!!!

Sexta, 18 de agosto às 14:00 – 16:00
Auditório da Faculdade de Engenharia Civil Arquitetura e Urbanismo – Unicamp
Avenida Albert Einstein, 951, 13083-852 Campinas

Link para evento : https://www.facebook.com/events/161568267740105/

 

Palestra “Urbanismo, Gênero e Cidadania” IFF/Campos (RJ)

Nesta quinta-feira, dia 27/7,  haverá uma palestra muito especial no IFF de Campos (RJ): Urbanismo, Gênero e Cidadania em comemoração ao Dia de Estudante de Arquitetura. Será apresentado o resultado do projeto de pesquisa A DIVERSIDADE NA CIDADE da Professora Daniela Bogado, Taynara Barcelos e Hervan Pires. Em seguida, haverá uma apresentação da minha tese “Indiferença a diferença: espaços urbanos de resistência na perspectiva das desigualdades de gênero”.

Estão todas(os) convidadas(os)! ; )

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“Direito à Cidade: uma visão por gênero” publicação do IBDU

Neste ano de 2017, em comemoração ao dia internacional da mulher, o Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico (IBDU) publicou um material destinado especialmente ao debate entre espaço urbano e gênero, a partir da reflexão de diferentes mulheres sobre a cidade, sob temas e abordagens múltiplas. Segundo a introdução, esta é uma obra que « reúne diversas vozes ativistas, com diferentes vivências e trajetórias que participam da luta pelos direitos das mulheres. As autoras convidadas são mulheres que ajudaram a construir o IBDU ao longo dos anos, como integrantes da diretoria, colaboradoras da equipe técnica, associadas e parceiras ». São textos curtos, em formato eletrônico (disponível aqui), que agregam de forma plural temas relacionados ao direito à cidade das mulheres como: mobilidade, habitação, raça, políticas públicas, movimentos sociais, etc.

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por uma cidade para mães e crianças

quadrinho da maravilhosa Thaiz Leão autora do “Mãe Solo”

Era carnaval e resolvemos sair com nosso bebê de quatro meses. No primeiro dia quem levou a bebéia amarrada no sling foi o pai dela. Foi muito divertido. Um sucesso! As pessoas não paravam de tirar foto da nossa joaninha. E elogiavam: “que legal trazer o bebê no carnaval!”, “assim já acostuma desde cedo”. Teve gente que até aproveitou pra paquerar o pai descolado “hum… a mãe também veio ou você está sozinho?”.

No outro dia eu coloquei nossa filha no carregador e fomos todos contentes pra rua. Mas a recepção foi COMPLETAMENTE – para não dizer violentamente – diferente. Nenhuma foto e nenhum elogio. Apenas olhares tortos que pareciam dizer “o que você esta fazendo com um bebê aqui?”. Algumas pessoas falaram “NOSSA!! é um bebê de verdade!?!?!” com cara de horrorizadas. Encontrei uma amiga que teve a coragem de dizer na minha cara o que os outros não disseram “você é louca de vir com ela aqui”. Foi horrível, fomos embora se sentindo os piores pais do mundo.

Depois, em casa, sentamos e pensamos. Os blocos eram praticamente iguais, no mesmo horário (de manhã cedinho) e na verdade o primeiro era bem maior que o segundo, o que, nesse caso, traria até mais riscos para o bebê. O que tinha mudado? QUEM carregava a criança. O pai era um cara divertido de sair com a filhinha pequena no carnaval, eu era uma mãe negligente. EU DEVERIA TER FICADO EM CASA.

Falta refletir mais sobre isso, mas essas experiências me fizeram pensar muito sobre o que é ser mãe e o sobre o que é ser pai em sua circulação no espaço urbano. Será que essa história também reflete como acontece a relação entre o espaço privado/espaço público e o lugar das mulheres/homens na cidade?

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convite debate: MEGAEVENTOS E A INVISIBILIDADE DA PROBLEMÁTICA DE GÊNERO

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No dia 28/04/2014, das 14:00 – 16:00h, iremos realizar o debate “MEGAEVENTOS E A INVISIBILIDADE DA PROBLEMÁTICA DE GÊNERO” na “II Conferência Internacional Megaeventos e a Cidade” (http://megaeventos.ettern.ippur.ufrj.br).

Nossa sessão livre é aberta a todes participarem e apresentarem suas opiniões e relatos, não precisa estar inscrito na conferencia para participar. A ideia do debate é inclusive reunir depoimentos e impressões sobre as violações de gênero nas intervenções urbanas dos megaeventos. No debate estão confirmadas até agora: Indianara Siqueira (transgênera, puta, assessora parlamentar e VadiX da Marcha das Vadias do Rio de Janeiro), Rossana Brandão Tavares (PROURB/UFRJ), Rachel Barros (IESP/UFRJ) e Diana Helene (IPPUR/UFRJ).

28/04/2014, 14h, Sala:SL6

Clube de Engenharia
(a cinco minutos do metrô da Carioca)
Ed. Edison Passos
Centro, Rio de Janeiro – RJ – Brasil

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Fonte: blog Fórum Comunitário do Porto- Foto: Edmilson de Lima/Favela em Foco
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Campanha “Chega de Fiu-Fiu” escancara os problemas do direito da mulher à cidade

A campanha contra o assédio sexual em espaços públicos “Chega de Fiu-Fiu” foi uma idéia de Juliana de Faria e Karin Hueck para mostrar que as mulheres estão fartas do assédio sexual nas ruas. Assim elas criaram uma pesquisa online em agosto de 2013, da qual participaram 7.762 mulheres. Para divulgar a pesquisa nas redes digitais, elas contaram com quadrinhos feitos pela artista Gabriela Shigihara:

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Os resultados da pesquisa mostram claramente como o assédio constante limita o uso das mulheres do espaço das cidades de maneira igualitária e segura: 81% das mulheres entrevistadas responderam sim para pergunta “Você já deixou de fazer alguma coisa (ir a algum lugar, passar na frente de uma obra, sair a pé) com medo do assédio?“. Além disso, 90% afirmam terem trocado de roupa pensando no lugar que iam por medo de ser assediada.

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“La calle es nuestra!”

Lambe-lambes pelas ruas de Madrid na Espanha: “Las mujeres del barrio estamos hartas de la violencia machista – La calle es nuestra! – Machirulos tened cuidado” (As mulheres do bairro estão fartas da violência machista –  A rua é nossa! – Machistinhas tenham cuidado).

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