“Cidade e gênero: conceitos, teorias, políticas e práticas”, CURSO LIVRE na ESCOLA DA CIDADE – SP

190204_instafeed6.jpgO curso subsidiará uma reflexão crítica acerca de formas de planejamento contra hegemônicas, introduzindo conceitos, teorias e práticas no campo do planejamento urbano que incorporam gênero, entre outros marcadores sociais da diferença, como categoria de análise do território e base para a atividade planejadora.

O curso tem como objetivo:

– Apresentar os conceitos relativos à gênero como categoria de análise do território e para o planejamento urbano, considerando interseccionalidade ou a sobreposição de identidades sociais e sistemas relacionados de opressão, dominação ou discriminação – especialmente os marcadores sociais da diferença associados à esta abordagem como classe, raça, nacionalidade, sexualidade;

– Discutir abordagens teóricas do planejamento urbano e gênero internacionais e nacionais, versus abordagens totalizantes e universais, desenvolvendo análise crítica e explorando teorias contra hegemônicas recentes;

– Elaborar e refletir sobre os desafios da leitura do território e da prática do planejamento urbano, desde a concepção, gestão e implementação de políticas urbanas, considerando as diferenças de gênero e sociais.

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“Arquitetura, Cidade, relações Étnicas e de Gênero” – disciplina optativa do curso de arquitetura e urbanismo da UNILA

Guest post (autora convidada): Camilla M. Sumi 

cartaz_optativa_camillasumi-03.pngDesde que inaugurado o curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) preocupa-se em abordar as temáticas de gênero e etnia em diversos eixos do seu projeto político pedagógico, sendo também tema específico previsto na disciplina optativa Arquitetura, Cidade, Relações Étnicas e de Gênero, a qual será ministrada pela primeira vez neste semestre letivo de 2019. Continuar lendo

“Mujeres, casas y ciudades” novo livro de Zaida Muxí

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Convite para o lançamento do livro em Barcelona.

Dia 5 de dezembro de 2018 foi lançado no Brasil o livro “Mujeres, casas y ciudades – Más allá del umbral” (“Mulheres, casa e cidades – Para além do umbral”, tradução livre) da argentina Zaida Muxí Martínez, uma das pioneiras nos estudos urbanos de gênero entre as arquitetas e urbanistas. O livro acaba de ser publicado em Barcelona, em outubro de 2018, e ainda não tem tradução para o português.

Zaida Muxi nasceu em Buenos Aires, em 1964. Depois do doutorado realizado em Sevilha, passou a morar na Espanha, onde é professora de Urbanismo na Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Barcelona. Foi cofundadora do Col.Lectiu Punt 6 (saiba mais sobre esse coletivo de urbanistas feministas clicando aqui) e da rede de pesquisa Un día una arquiteta, que tem o objetivo de tornar visível a produção de arquitetas no mundo.

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NO DEVAGAR DEPRESSA DOS TEMPOS – 3º ARCHcine – Festival Internacional de Cinema de Arquitetura

Em 2018, o 3º ARCHcine – Festival Internacional de Cinema de Arquitetura preparou três Painéis de Debate que acontecerão na Casa de Estudos Urbanos. Um deles é a mesa Gênero e Cidade. Nós estaremos lá como debatedoras junto com Tainá de Paula e mediação de Maíra Rocha. Os diretores do festival são Aline Pereira e Diogo Leal.

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dia: 25/11/208

hora: 15:00 a 18:00

local: Casa de Estudos Urbanos (Rua da Glória 18a, 20241180 Rio de Janeiro).

É preciso reservar de ingressos para o Painel de Debates no link:
https://goo.gl/forms/4RMCtydws1Kih7ab2

Página do evento no facebook: https://www.facebook.com/events/175520563394783/

Mesa 3: GÊNERO, FEMINISMO E CIDADE
A mesa fará uma introdução ao tema de gênero, feminismos e cidade, a partir da perspectiva da urbanização brasileira, articulando colonialidade, classe, gênero, raça e etnia.
__ mediadora: Maíra Rocha
__ composição da mesa: Diana Helene, Rossana Tavares e Tainá de Paula

Início com a exibição: “NO DEVAGAR DEPRESSA DOS TEMPOS”, de Eliza Capai (SP, Brasil, 2015, 25`)
Guaribas, ali bem do lado da Serra das Confusões, sertão do Piauí: onde o tempo da escravidão ainda é frase no presente, algo começa a mudar. Conversando com mulheres de duas gerações, escutamos como era, como é e como pode ser a vida de quem acaba de cruzar a linha da miséria. De um lado seca, alcolismo, violência familiar e fome. Chegada do Estado, renda, educação e auto-estima do outro. No embate do que era e do que começa a ser, vislumbramos um tempo de rápidas mudanças no devagar daqueles tempos.

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Palestra “Gênero e Estudos Urbanos: costuras possíveis” + Curso de Extensão “Gênero e Cidade” – USF

Nos dias 9 e 10 de novembro de 2018 a Universidade São Francisco (USF) promove a Palestra: Gênero e Estudos Urbanos: costuras possíveis” e o Curso de Extensão “Gênero e Cidade”. O curso e a palestra serão realizados pela pesquisadora – e autora desse blog – Diana Helene, a partir de sua tese de doutorado premiada pela CAPES em 2016, “‘PRETA, POBRE E PUTA’: a segregação urbana da prostituição em Campinas – Jardim Itatinga” que tece importantes relações entre o território e a perspectiva de gênero.

O curso de extensão será composto de três sessões. A primeira, em conjunto com a palestra que será realizada no mesmo dia, irá trazer uma introdução ao tema de gênero, feminismos e cidade. A segunda sessão irá aprofundar as discussões anteriores a partir da perspectiva da urbanização brasileira, articulando colonialidade, classe, gênero, raça e etnia. Por fim, no terceiro encontro, realizaremos um estudo dirigido por meio de uma atividade prática e propositiva de atuação, por meio da seguinte pergunta: é possível pensar um “Urbanismo Feminista”?

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Jane Jacobs: uma mãe urbanista

jacobsDentre seus diversos ativismos contra projetos de intervenção urbana que arrasavam comunidades e bairros com projetos modernistas, sua maior batalha foi uma luta contra o projeto Lower Manhattan Expressway, de Robert Moses que destruiria o entorno do seu bairro em Nova York, na década de 1960. Em uma das audiências sobre a realização da intervenção urbana de Moses, as argumentações contra o projeto feitas por Jane Jacobs (1916-2006) foram desqualificadas pelo urbanista modernista acusando-a de “MÃE”:

“Não há ninguém contra isso [o “Lower Manhattan Expressway”] – NINGUÉM, NINGUÉM, NINGUÉM, a não ser um monte de … um monte de MÃES!” – Fala de Robert Moses, em uma audiência pública sobre seu projeto urbano.

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Defesa do mestrado “GÊNERO DA CIDADE EM DISPUTA: práticas artísticas como manifestação do dissenso”

Eu sou uma artista. Eu sou uma mulher. Eu sou uma esposa. Eu sou uma mãe. (Ordem aleatória). Eu faço um monte de lavagem, limpeza, cozinho, renovo, preservo, etc. Também, até agora, separadamente, eu “faço” arte. Agora, eu vou simplesmente fazer essas tarefas de manutenção diárias e trazê-las à consciência, exibindo-as como arte […] MEU TRABALHO SERÁ O TRABALHO. (Mierle UKELES, 1969)*

Segunda-feira próxima, dia 6 de maio de 2018 as 9h00, acontecerá a defesa da dissertação de mestrado “GÊNERO DA CIDADE EM DISPUTA: práticas artísticas como manifestação do dissenso”, de Carolina Gallo Garcia, pelo Programa de Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PROPUR-UFRGS).

A partir da obra de uma série de artistas feministas – em especial 4 mulheres que realizam intervenções na cidade e “que configuram casos representativos ao imaginarem novas formas de produzir espaço público”:  a) Mierle Ukeles (EUA, 1939), que questiona os papéis de gênero e a divisão sexual do trabalho a partir da transposição das atividades domésticas para o âmbito do espaço público; b) Adrian Piper (EUA, 1948), que realiza performances urbanas que questionam papéis de gênero e raça, a partir de sua própria inserção nesses papéis; c) Valie Export (Áustria, 1940), que evidencia as relações de gênero na configuração e nas escalas de desenho da cidade por meio de intervenções entre seu corpo e estruturas arquitetônico-urbanas, e que também realiza outras performances que debatem as relações de poder entre os gêneros como, por exemplo, uma intervenção na qual passeia com seu marido na coleira como um cachorro pelas ruas de Viena; d) Sophie Calle (França, 1953), que realiza deambulações, incursões e perseguições urbanas, que se relacionam com uma espécie de flânerie e voyerismo de atualização feminista –  a dissertação tensiona ideais relacionados a noção de espaço público e sua suposta constituição democrática, quando, na verdade, se constitui a partir de hierarquias de gênero, raça, entre outras.

* No original: “I am an artist. I am a woman. I am a wife. I am a mother. (Random order). I do a hell of a lot of washing, cleaning, cooking, renewing, supporting, preserving, etc. Also, up to now separately I “do” Art. Now, I will simply do these maintenance everyday things, and flush them up to consciousness, exhibit them, as Art. . . . MY WORKING WILL BE THE WORK”. (tradução da autora, In: GARCIA, 2018, p. 98).

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