convite palestra: “Mulher e Cidade na Discussão sobre a Política Urbana: uma relação possível?”

20746183_1927127124211817_6281932190824210170_oTexto de Doraci Lopes e Laura Bueno

A palestra visa problematizar a relação mulher e direito a cidade a partir de dados oficiais e documentos coletivos de movimentos feministas de Campinas. Especialmente o aumento da violência, da feminização da pobreza, o modo de vida provisório de moradia e trabalho, problemas que tem sido ignorados pelas decisões de política urbana e planejamento. A atividade, aberta ao público, está inserida em disciplina do Programa de Pós Graduação em Urbanismo, com o objetivo de aprofundar o conhecimento sobre a percepção do espaço urbano pela população, em suas clivagens de classe, gênero, étnicas e culturais. Pesquisadores, profissionais, gestores públicos, prestadores de serviços urbanos consideram essas clivagens ? Pesquisadores e professores que os formam e formaram devemos colocar em nossas pautas esses conteúdos emergentes.

Dia 22 de agosto de 2017, 16hs na PUC – Campinas. 

 

 

convite palestra “Direito à cidade e gênero: a segregação urbana na prostituição”


No dia 18 de agosto estarei na Universidade Estadual de Campinas – Unicamp apresentando minha tese “‘PRETA, POBRE E PUTA’: a segregação urbana da prostituição em Campinas – Jardim Itatinga”, ganhadora do PRÊMIO CAPES DE TESE na área de Planejamento Urbano e Demografia. A apresentação, intitulada “Direito à cidade e gênero: a segregação urbana na prostituição”,  será na Faculdade de Engenharia Civil Arquitetura e Urbanismo- FEC, onde realizei minha graduação. A proposta é entender, partir do caso de Campinas, de que forma o movimento brasileiro de prostitutas vem reivindicando seu espaço na sociedade por meio, sobretudo, de ações relacionadas a luta pelo seu direito à cidade.

Venham e ajudem a divulgar!!!

Sexta, 18 de agosto às 14:00 – 16:00
Auditório da Faculdade de Engenharia Civil Arquitetura e Urbanismo – Unicamp
Avenida Albert Einstein, 951, 13083-852 Campinas

Link para evento : https://www.facebook.com/events/161568267740105/

 

O corpo que amamenta no espaço público

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foto de Michelle Gouveia – Projeto #AmamenteNaCidade

De 1 a 8 de agosto de 2017 aconteceu a Semana Mundial do Aleitamento Materno. Entre as diversas ações relativas a esse evento, muitas cidades no Brasil organizaram “Mamaços*” para levantar a importância do leite materno e reivindicar o direito à amamentar sem constrangimento. Isso porque o corpo que amamenta ainda é um elemento “fora de lugar” quando se encontra em espaços públicos. Mesmo que ninguém peça oficialmente para a mãe que se retire ou  que se cubra enquanto amamenta, muitas vezes ela se sente desconfortável com o olhar de repreensão das pessoas. Sob o pretexto de “ir para um lugar mais tranquilo”, as mulheres são, mais uma vez, levadas a se confinar na esfera privada e no espaço doméstico. Continuar lendo

Palestra “Urbanismo, Gênero e Cidadania” IFF/Campos (RJ)

Nesta quinta-feira, dia 27/7,  haverá uma palestra muito especial no IFF de Campos (RJ): Urbanismo, Gênero e Cidadania em comemoração ao Dia de Estudante de Arquitetura. Será apresentado o resultado do projeto de pesquisa A DIVERSIDADE NA CIDADE da Professora Daniela Bogado, Taynara Barcelos e Hervan Pires. Em seguida, haverá uma apresentação da minha tese “Indiferença a diferença: espaços urbanos de resistência na perspectiva das desigualdades de gênero”.

Estão todas(os) convidadas(os)! ; )

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por uma cidade para mães e crianças

quadrinho da maravilhosa Thaiz Leão autora do “Mãe Solo”

Era carnaval e resolvemos sair com nosso bebê de quatro meses. No primeiro dia quem levou a bebéia amarrada no sling foi o pai dela. Foi muito divertido. Um sucesso! As pessoas não paravam de tirar foto da nossa joaninha. E elogiavam: “que legal trazer o bebê no carnaval!”, “assim já acostuma desde cedo”. Teve gente que até aproveitou pra paquerar o pai descolado “hum… a mãe também veio ou você está sozinho?”.

No outro dia eu coloquei nossa filha no carregador e fomos todos contentes pra rua. Mas a recepção foi COMPLETAMENTE – para não dizer violentamente – diferente. Nenhuma foto e nenhum elogio. Apenas olhares tortos que pareciam dizer “o que você esta fazendo com um bebê aqui?”. Algumas pessoas falaram “NOSSA!! é um bebê de verdade!?!?!” com cara de horrorizadas. Encontrei uma amiga que teve a coragem de dizer na minha cara o que os outros não disseram “você é louca de vir com ela aqui”. Foi horrível, fomos embora se sentindo os piores pais do mundo.

Depois, em casa, sentamos e pensamos. Os blocos eram praticamente iguais, no mesmo horário (de manhã cedinho) e na verdade o primeiro era bem maior que o segundo, o que, nesse caso, traria até mais riscos para o bebê. O que tinha mudado? QUEM carregava a criança. O pai era um cara divertido de sair com a filhinha pequena no carnaval, eu era uma mãe negligente. EU DEVERIA TER FICADO EM CASA.

Falta refletir mais sobre isso, mas essas experiências me fizeram pensar muito sobre o que é ser mãe e o sobre o que é ser pai em sua circulação no espaço urbano. Será que essa história também reflete como acontece a relação entre o espaço privado/espaço público e o lugar das mulheres/homens na cidade?

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Campanha “Chega de Fiu-Fiu” escancara os problemas do direito da mulher à cidade

A campanha contra o assédio sexual em espaços públicos “Chega de Fiu-Fiu” foi uma idéia de Juliana de Faria e Karin Hueck para mostrar que as mulheres estão fartas do assédio sexual nas ruas. Assim elas criaram uma pesquisa online em agosto de 2013, da qual participaram 7.762 mulheres. Para divulgar a pesquisa nas redes digitais, elas contaram com quadrinhos feitos pela artista Gabriela Shigihara:

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Os resultados da pesquisa mostram claramente como o assédio constante limita o uso das mulheres do espaço das cidades de maneira igualitária e segura: 81% das mulheres entrevistadas responderam sim para pergunta “Você já deixou de fazer alguma coisa (ir a algum lugar, passar na frente de uma obra, sair a pé) com medo do assédio?“. Além disso, 90% afirmam terem trocado de roupa pensando no lugar que iam por medo de ser assediada.

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