O urbanismo feminista do Col·lectiu Punt 6

Ilustração da publicação “Noturnas”, um projeto do Col·lectiu Punt 6

O urbanismo feminista vem despontando como uma alternativa para se pensar a cidade e seus equipamentos coletivos de uma outra forma. Principalmente na busca de uma aliança das dicotomias entre a esfera produtiva e a esfera reprodutiva. A cooperativa Col·lectiu Punt 6, em Barcelona (Espanha), é uma referência nesse sentido. O grupo é coordenado pela Arquiteta e Urbanista feminista Zaida Muxi, professora da Universidade de Barcelona, e é composto de arquitetas, sociólogas e urbanistas.

Segundo a cooperativa, o urbanismo feminista desafia a premissa de que o planejamento é neutro. Nesse sentido, reafirma a ideia de que nossas cidades e bairros foram configurados por meio dos valores de uma sociedade capitalista e patriarcal, nos quais, é importante ressaltar, que esta forma física dos espaços urbanos contribui para perpetuar esses mesmos valores. Em resposta, o planejamento urbano feminista propõe práticas para transformar as divisões típicas das cidades capitalistas e patriarcais, que demostram a necessidade de repensar os espaços públicos a partir da ótica da vida cotidiana. Significa colocar a vida das pessoas no centro das decisões de planejamento por meio da participação da comunidade, sobretudo nos espaços onde “a vida acontece”: a casa, o bairro, os centros urbanos, os subúrbios e periferias. Continuar lendo

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convite palestra: “Mulher e Cidade na Discussão sobre a Política Urbana: uma relação possível?”

20746183_1927127124211817_6281932190824210170_oGuestpost (autoras convidadas): texto de Doraci Lopes e Laura Bueno

A palestra visa problematizar a relação mulher e direito a cidade a partir de dados oficiais e documentos coletivos de movimentos feministas de Campinas. Especialmente o aumento da violência, da feminização da pobreza, o modo de vida provisório de moradia e trabalho, problemas que tem sido ignorados pelas decisões de política urbana e planejamento. A atividade, aberta ao público, está inserida em disciplina do Programa de Pós Graduação em Urbanismo, com o objetivo de aprofundar o conhecimento sobre a percepção do espaço urbano pela população, em suas clivagens de classe, gênero, étnicas e culturais. Pesquisadores, profissionais, gestores públicos, prestadores de serviços urbanos consideram essas clivagens ? Pesquisadores e professores que os formam e formaram devemos colocar em nossas pautas esses conteúdos emergentes.

Dia 22 de agosto de 2017, 16hs na PUC – Campinas. 

 

 

convite palestra “Direito à cidade e gênero: a segregação urbana na prostituição”


No dia 18 de agosto estarei na Universidade Estadual de Campinas – Unicamp apresentando minha tese “‘PRETA, POBRE E PUTA’: a segregação urbana da prostituição em Campinas – Jardim Itatinga”, ganhadora do PRÊMIO CAPES DE TESE na área de Planejamento Urbano e Demografia. A apresentação, intitulada “Direito à cidade e gênero: a segregação urbana na prostituição”,  será na Faculdade de Engenharia Civil Arquitetura e Urbanismo- FEC, onde realizei minha graduação. A proposta é entender, partir do caso de Campinas, de que forma o movimento brasileiro de prostitutas vem reivindicando seu espaço na sociedade por meio, sobretudo, de ações relacionadas a luta pelo seu direito à cidade.

Venham e ajudem a divulgar!!!

Sexta, 18 de agosto às 14:00 – 16:00
Auditório da Faculdade de Engenharia Civil Arquitetura e Urbanismo – Unicamp
Avenida Albert Einstein, 951, 13083-852 Campinas

Link para evento : https://www.facebook.com/events/161568267740105/

 

Teses das blogueiras do FEMINISMURBANA

livroA pedidos, resolvemos disponibilizar nossas teses diretamente pelo arquivo do blog. Algumas pessoas estavam com dificuldade de dar download pelos outros sites que estavam hospedando nosso trabalho. Além disso, desde a defesa de nossas teses, elas vem ganhando destaque no debates acadêmicos e interlocuções interessantes que acreditamos que podem ganhar potência coletiva e de promoção da temática de gênero na arquitetura e urbanismo. Acreditamos ser uma grande conquista uma delas ter ganhado o prêmio de melhor tese na área de planejamento urbano (Prêmio CAPES de Tese 2016), o que demonstra como o tema de gênero começa a ganhar espaço e sair da marginalidade nos debates sobre a cidade. Por isso, disponibilizamos aqui os resumos das teses e os arquivos completos para download. Este espaço também é de construção de aprendizagem, afeto e avanços. Adoraríamos saber a opinião das seguidoras de nosso blog sobre nosso trabalho!

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divulgando oficina: “Nem nossos corpos nem nossos territórios” – gênero, território e movimentos sociais (2º Semestre 2017 – GPDES/UFRJ)

A partir do dia 03/08/2017, todas as tardes de quintas-feiras até 09/12/2017, estaremos realizando a oficina Nem nossos corpos nem nossos territórios”: gênero, território e movimentos sociais, na graduação em Gestão Pública para o Desenvolvimento Econômico e Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro*. O curso pretende debater as questões relativas às mulheres e aos movimentos sociais e suas ações no território. Caso alguém de fora da graduação do GPDES se interesse em participar, entre em contato com «professora.diana.ramos@gmail.com» que pensaremos juntos essa possibilidade (ou qualquer pessoa que quiser saber mais sobre a oficina e trocar informações com a gente :).

Mais informações a seguir:

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convite debate: MEGAEVENTOS E A INVISIBILIDADE DA PROBLEMÁTICA DE GÊNERO

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No dia 28/04/2014, das 14:00 – 16:00h, iremos realizar o debate “MEGAEVENTOS E A INVISIBILIDADE DA PROBLEMÁTICA DE GÊNERO” na “II Conferência Internacional Megaeventos e a Cidade” (http://megaeventos.ettern.ippur.ufrj.br).

Nossa sessão livre é aberta a todes participarem e apresentarem suas opiniões e relatos, não precisa estar inscrito na conferencia para participar. A ideia do debate é inclusive reunir depoimentos e impressões sobre as violações de gênero nas intervenções urbanas dos megaeventos. No debate estão confirmadas até agora: Indianara Siqueira (transgênera, puta, assessora parlamentar e VadiX da Marcha das Vadias do Rio de Janeiro), Rossana Brandão Tavares (PROURB/UFRJ), Rachel Barros (IESP/UFRJ) e Diana Helene (IPPUR/UFRJ).

28/04/2014, 14h, Sala:SL6

Clube de Engenharia
(a cinco minutos do metrô da Carioca)
Ed. Edison Passos
Centro, Rio de Janeiro – RJ – Brasil

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Fonte: blog Fórum Comunitário do Porto- Foto: Edmilson de Lima/Favela em Foco
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As áreas exclusivas para mulheres no transporte público, o que fazer?

Uma polemica povoa o debate feminista no que cerne a relação direta da mulher com a cidade: a criação de áreas exclusivas para mulheres no transporte público. Com a recente aprovação da lei de vagões exclusivos para as mulheres em Brasília (2013), a controvérsia é aberta novamente. Mesmo sendo uma medida que visa proteger as mulheres de possíveis assédios, não há consenso de que seja uma boa iniciativa, inclusive entre as feministas. Para auxiliar no debate lançamos um enquete sobre o tema em novembro do ano passado, frente a uma nova polêmica em perfis e blogs feministas por conta da aprovação da lei em Brasília. Após ficar no ar por 4 meses (nov/2013 a fev/2014), fechamos a votação com pouco mais que 300 votos.