V Congresso Internacional Arquitectura e Género | ACÇÃO. Feminismos e a espacialização das resistências

Hoje começou a V CIAG, um congresso internacional importante que já está na sua quinta edição. Participei da segunda edição, também sediado em Lisboa, com o tema Matrizes (2015) quando foi discutido abordagens dos padrões atuais em transformação em nosso campo a partir da perspectiva de gênero. Neste evento, em formato remoto, “propõe enfatizar a componente política do cruzamento do espaço com os direitos, nunca esquecendo a diversidade do ser-se mulher ou rapariga e o cruzamento com as actuais circunstâncias derivadas da pandemia da COVID-19”.

O acesso ao congresso é destinado a quem pode fazer inscrição, mas disponibilizamos o caderno de resumos provisório para possam ter acesso às autoras e síntese das pesquisas e reflexões que estão sendo apresentadas.

Figuras como MADHAVI DESAI (India), JOICE BERTH (BRASIL) e DINA GARZÓN (Espanha) estão entre as convidadas. Participaremos da sessão paralela dia 23/04 às 7:15 (horário de Brasília)

Sessão 7C

rossANA brANdão tAvAres, lAurA sArMieNto b., MAríA NovAs ferrAdás
Encarnando o vírus. Intervenções epistêmicas e performativas à hegemonia disciplinar

Para mais informações: https://warch.iscsp.ulisboa.pt/v-ciag/

Também será lançada a publicação MORE – Expanding architecture from a gender-based perspective organizado por Serafina Amoroso, Equal Saree (Dafne Saldaña, Helena Cardona, Julia Goula), María Novas, Amelia Vilaplana. A publicação faz parte de uma série que tem como objetivo divulgar os resultados de pesquisas e projetos nacionais e internacionais realizados pelo Departamento de Arquitetura da Universidade de Florença (DIDA).

Segue o link: https://issuu.com/dida-unifi/docs/more._expanding_architecture_from_a_gender-based_p?fbclid=IwAR0DC0sdu9wgnIacUpcIyJiZGUSoVRhOO2dI50BW_WKg3R40X3NDW-GJWzA

8M e contexto COVID 19

Ato 8M no Rio de Janeiro em 2020

Foto Rossana B Tavares/ mar20

Este blog já tem quase 8 anos de existência. Muitas coisas aconteceram. Nossas lutas reverberaram, ganhamos forças, conquistamos espaços de debate, leis, ampliamos a visibilidade da luta como também dos enfrentamos e violências do dia-a-dia. Vimos um aumento significativo do interesse, das agendas militantes e das pesquisas no tema sobre a problemática das cidades a partir das desigualdades de gênero. Cada centímetro de avanço é importante, tanto do ponto de vista da quantidade de artigos, trabalhos finais de graduação, dissertação e teses, quanto da qualidade dos mesmo, no campo da Arquitetura e Urbanismo e Planejamento Urbano e Regional. A incidência desse avanço na vida cotidiana, traduzida em políticas públicas e ações da gestão pública ainda são pequenos. Há ainda pouco entendimento sobre a importância do debate, como também há resistências, nos enquadrando numa especificidade temática que não é estratégica, para a interseccionalidade paulatina nas pesquisas e abordagens. Ao contrário, busca nos restringir e limitar nosso campo de atuação no ensino, na pesquisa e na extensão, como também colocar nosso pensamento crítico intelectual como fragmentário e descolado de outras formas de opressão e desigualdades. Um movimento teórico e prático que é visto como um desserviço a perspectiva universalizadora da realidade. Mas como diz a professora e economista Conceição Tavares vivemos num sistema que universalizou o mercado, mas que não é homegenizadora porque nos insere de forma diferente e desigual neste sistema. Nesse sentido, vimos a radicalização da mercantilização e desumanização de nossos corpos e nossas vidas neste contexto da pandemia COVID 19. A problemática do déficit habitacional, dos problemas de transporte e mobilidade casa-trabalho, a precariedade urbana, o sub-emprego e o desemprego são escancarados nas mídias, e a questão da saúde pública vinculada aos problemas urbanos e da vida doméstica ganha relevo. As mulheres foram as mais afetadas. Mais de 60% das pessoas que perderam seus empregos são mulheres. Há um aumento significativo de tentativas de feminicídio, agressões físicas e violência sexual – no Rio de Janeiro, por exemplo, os casos dobraram em comparação com 2019.

Hoje é um dia de luta mas também de muita reflexão nessa conjuntura. Quais nossos desafios coletivos? Como nossos corpos estão nesse momento? Estamos protegidas? Estamos nos preservando? Como nos fortalecer coletivamente? Como estamos existindo e resistindo? Como será nossas vidas num contexto pós Covid?

Segue alguns artigos publicados por conta do dia internacional das mulheres sobre as cidades e as mulheres.

Viva nossas vidas!

Artigos:

Por uma cidade segura por Monica Benício

https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2021/03/por-uma-cidade-segura.shtml?origin=uol

Mulheres negras e as cidades do amanhã por Bethânia Boaventura

https://diplomatique.org.br/mulheres-negras-e-as-cidades-do-amanha/?fbclid=IwAR2fFxhP_9vFDO9Admq6Oj2rIQUI9NAqx46fE1GwBIC1BQ7sB53txFj2-as

Defesa de doutorado “La ciudad cuidadora. Calidad de vida urbana desde una perspectiva feminista” (Departamento de Tecnología de la Arquitectura – Barcelona)

Divulgamos a defesa de tese de uma importante pesquisa de doutorado sobre gênero no campo da Arquitetura e urbanismo: “La ciudad cuidadora. Calidad de vida urbana desde una perspectiva feminista” realizada por Blanca Alexandra Valdivia Gutiérrez, integrante do coletivo de urbanismo feminista Col·lectiu Punt 6, no âmbito do Programa de Doutoramento em Gestão e Avaliação Urbana e Arquitetônica, do Departamento de Tecnologia da Arquitetura (TA) em Barcelona/ Espanha, coordenado pelo Centro de Política e Valorização Territorial (CPSV) pela professoras Pilar Garcia-Almirall e Zaida Muxí Martínez (referencia nos estudos de gênero no nosso campo e fundadora do Col·lectiu Punt 6. veja mais sobre Zaida Muxi nessas duas postagens: uma tradução do seu texto “Eu, arquiteta, faço greve no 8 de março de 2018” e uma resenha do seu último livro). Coloque na agenda: quarta-feira próxima, dia 27 de janeiro de 2021 as 15h30 (horário de Brasília).

Uma prévia da defesa de Blanca pode ser lida no seu artigo “Del urbanismo androcéntrico a la ciudad cuidadora”, bibliografia pioneira dos estudos de gênero, cuidado e cidade.

Link de acesso à sala virtual da banca (27/01/2021 às 15:30): http://meet.google.com/ydz-uhcw-kju

Mais informações: https://cpsv.upc.edu/es/noticias/lectura-de-tesis-doctoral-201cla-ciudad-cuidadora-calidad-de-vida-urbana-desde-una-perspectiva-feminista201d-dirigida-por-las-dras-pilar-garcia-almirall-y-zaida-muxi-martinez

Defesa de doutorado “’UMA CIDADE TODA SUA: Espacialidades Femininas em Desterro/Florianópolis” (UFSC)

Mais uma pesquisa de doutorado sobre gênero no campo da Arquitetura e urbanismo para somar no nosso campo. Quarta-feira próxima, dia 16 de dezembro de 2020 as 14h00, acontecerá a defesa da tese de doutorado “Uma Cidade Toda Sua: Espacialidades Femininas em Desterro/Florianópolis (1850-1930), Uma análise na Imprensa”, de Odila Rosa, pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Resumo: A ausência de neutralidade do ambiente urbano, expressa de forma material em seu desenho e imaterial em suas oportunidades de interação corpo-cidade, evidencia o caráter arbitrário do espaço. Nesse sentido, também se encontra subjugada a uma leitura de paisagem sujeita a constructos sociais pré-existentes, tais quais consensos forjados, que colaboram para a homogeneização e universalização dos indivíduos que a experimentam e a vivenciam em seu cotidiano. O presente trabalho, então, tem como objetivo investigar de que maneira o entendimento acerca da natureza sexuada do espaço pode resistir a essa tendência, ao explorar em que medida se manifestam as relações entre as mulheres e as cidades, quando da sua contribuição à construção da paisagem urbana. Para tanto, será estudada como territorialidade específica o ambiente urbano da cidade de Desterro/Florianópolis – enquanto dinâmica material, por meio da evolução da malha urbanizada, e imaterial, por meio dos discursos da imprensa local – no período de 1850 a 1930. Os aportes teóricos utilizados possibilitaram não só a fundamentação, mas principalmente elucidar a própria temática em si. Nesse embasamento, percorri caminhos investigativos que conduziram ao entendimento (i) da relação entre o corpo e o espaço, e suas implicações mútuas, (ii) da associação entre cidade e gênero, em sua complexidade, (iii) da história das mulheres, e sua dependência em relação às sutilezas e, por fim, (iv) da interseccionalidade, buscando especificações dentro da categoria mulheres. Em seguida, conduzi uma pesquisa exploratória, buscando ocorrências das relações entre as mulheres e a paisagem urbana, veiculadas nos jornais disponíveis na Hemeroteca Digital Catarinense. Essa busca resultou em uma sistematização dessas alusões em categorias relativas às (a) mulheres de elite, descritas na seção esposas, (b) às mulheres negras escravizadas, descritas na seção criadas, e por fim, (c) às prostitutas, descritas na seção amantes, tais divisões decorrem de suas particularidades quanto às experiências espaciais inerentes à cada uma. Em paralelo, essas ocorrências dos jornais foram contrapostas à fontes bibliográficas e iconográficas, encontrando possíveis contrapartes e complementações. Finalizo o documento fazendo uma análise que propõe a sinergia entre essas categorias estudadas, buscando entender suas sobreposições e lacunas, de modo a construir uma significação urbana feminina.

Palavras-chave: mulheres, cidades, interseccionalidade.

Link de acesso à sala virtual da banca (16/12/2020 às 14:00): https://meet.google.com/mnk-qtru-ojt

DOSSIÊ TERRITÓRIO, GÊNERO E INTERSECCIONALIDADES

PRORROGAÇÃO DO PRAZO DE SUBMISSÃO DE ARTIGOS PARA O DOSSIÊ TERRITÓRIO, GÊNERO E INTERSECCIONALIDADES

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Queridas e querides tenho o prazer de convidar todes a enviar textos pro nosso dossiê temático Território, Gênero e Interseccionalidades na REVISTA BRASILEIRA DE ESTUDOS URBANOS E REGIONAIS – RBEUR. Organizado por nós, Diana Helene e Rossana Brandão Tavares, junto com Gabriela Leandro @gabrielagaiaa, Paula Freire Santoro @paulafsantoro.

A Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais (RBEUR) informa que foi prorrogado para o dia 20.12.2020 o prazo de submissão de trabalhos para o Dossiê Território, Gênero e Interseccionalidades.

Aproveitamos para esclarecer que os artigos que não dialogam com a chamada devem ser submetidos no fluxo contínuo da RBEUR, que seguirá recebendo contribuições.

Dossiê Temático: Território, Gênero e Interseccionalidades

Editoras convidadas: Diana Helene, Gabriela Leandro, Paula Freire Santoro e Rossana Brandão Tavares

O dossiê Território, Gênero e Interseccionalidade busca reunir estudos urbanos e regionais com base em abordagens feministas e/ou interseccionais, que considerem as dimensões de gênero, raça, classe e sexualidade (e outras) como componentes de um conjunto interligado de opressões. Dessa forma, pretende-se lançar luz sobre as diferentes experiências de mulheres atravessadas por esse conjunto que está na base das relações sociais, calcadas no capitalismo, no heteropatriarcado, na supremacia branca e na colonização européia. Os trabalhos devem refletir epistemologias que questionem o lugar neutro da ciência e da produção do conhecimento, permitindo uma maior aproximação com as realidades sociais experienciadas pelas/os sujeitas/os. Ou seja, pretende-se mobilizar um esforço coletivo, teórico e político, de construção de uma outra epistemologia, outra forma de refletir e se colocar no mundo, referidas à experiência e a pontos de vista situados.

Sem descartar outras possibilidades, interessa:

– Compreender as propostas e possibilidades do urbanismo feminista e as reformulações do direito à cidade desde uma perspectiva feminista e/ou interseccional;

– Acolher trabalhos que se apoiem em  abordagens etnográficas; pontos de vista situados; debatam a perspectiva do lugar de fala subalternizado e/ou que usem ideia de outsider within (“forasteira de dentro”, termo de Patrícia Hill Collins). Também são bem-vindas abordagens metodológicas contra-hegemônicas, que tragam experiências vividas nos territórios, ou que discutam práticas que desafiam os conhecimentos instituídos e a relação com o cotidiano;

– Dialogar com teorias que dediquem-se aos processos de acumulação por despossessão estruturais, considerando seus enraizamentos coloniais, e/ou formas contemporâneas de relações patriarcais, como pelo endividamento das famílias, ou pela espoliação, saque de terras e recursos comuns;

– Compreender as diferentes formas de violência, não apenas a física, explícita nas remoções e deslocamentos forçados, mas as cotidianas, lentas, sutis, que incidem sobre os corpos e mentes, principalmente de pessoas racializadas, mulheres e/ou LGBTQI+, e que também são encontradas nas formas de apropriação do território através do saqueio de terras, da ameaça e da remoção ou despejo e seus processos de transitoriedade permanente, de operações policiais que provocam territorialidades itinerantes, entre outros;

– Analisar os limites e desafiar as abordagens que reforçam papéis binários, ou que estruturam uma ordem heteropatriarcal e/ou racial, como casa/cidade, público/privado, moradia/trabalho, consumo/produção, individual-doméstico/ coletivo, pureza/impureza, entre outros;

– Revisitar, a partir de olhares feministas e/ou interseccionais, conceitos de segregação e auto-segregação usados pela literatura, como gueto ou enclaves, tendo como referências os territórios LGTBQI+, da prostituição, enclaves raciais e/ou étnicos, entre outros; além dos diferentes e complexos aspectos regionais brasileiros e/ou latino-americano que atravessam as dinâmicas territoriais;

– Explorar a leitura das resistências a diferentes processos de despossessão a fim de compreendê-las como parte de processos de destruição mas também de reconstrução de relações e redes, em um reposicionamento no território. Compreender se e qual potência transformadora está sendo gestada nas mobilizações e greves em torno de transformações estruturais fomentadas nas assembleias e em outras formas de organização da vida em torno do trabalho, como economia social e solidária, fábricas recuperadas, mutirões e canteiros autogestionários;

– Discutir a relação corpo e espaço a partir das teorias da performatividade com vistas a ampliar as perspectivas materialistas, artísticas e críticas da produção conhecimento no planejamento urbano e regional e no urbanismo, reconhecendo a autonomia dos sujeitos sociais na construção de linguagens, resistências e alianças;

– Refletir sobre metodologias de pesquisa em diálogo com as noções de epistemicídio, de outridade, relacionadas à produção de conhecimento sobre a cidade e os territórios, assim como sua implicação na reelaboração de premissas formais, estéticas e performativas das textualidades acadêmicas;

– Discutir questões relacionadas à ancestralidade, povos tradicionais, memória, conexões diaspóricas, fluxos migratórios, xenofobia e práticas do cuidado e suas interfaces com as dinâmicas territoriais – presentes sobretudo em territórios de maioria negra, cuja matrilinearidade faz-se um marcador relevante –, que pluralizam perspectivas estreitas do trabalho produtivo/reprodutivo, assim como lógicas e dinâmicas combinadas e negociadas na constituição relacional de espaços públicos, privados, coletivos, sagrados, etc.;

– Publicar trabalhos críticos e criativos, que se proponham a realizar investigações de caráter especulativo sobre futuros e reinvenções de cidades, permitindo, implantar incertezas, problematizar e ousar pensar outras realidades e dar espaço para explorações sobre a(s) utopia(s).

Agradecemos a Nadine Nascimento pela arte.

Link: para a chamada original: https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/announcement/view/21

“Cidade e gênero: conceitos, teorias, políticas e práticas”, CURSO LIVRE na ESCOLA DA CIDADE – SP

190204_instafeed6.jpgO curso subsidiará uma reflexão crítica acerca de formas de planejamento contra hegemônicas, introduzindo conceitos, teorias e práticas no campo do planejamento urbano que incorporam gênero, entre outros marcadores sociais da diferença, como categoria de análise do território e base para a atividade planejadora.

O curso tem como objetivo:

– Apresentar os conceitos relativos à gênero como categoria de análise do território e para o planejamento urbano, considerando interseccionalidade ou a sobreposição de identidades sociais e sistemas relacionados de opressão, dominação ou discriminação – especialmente os marcadores sociais da diferença associados à esta abordagem como classe, raça, nacionalidade, sexualidade;

– Discutir abordagens teóricas do planejamento urbano e gênero internacionais e nacionais, versus abordagens totalizantes e universais, desenvolvendo análise crítica e explorando teorias contra hegemônicas recentes;

– Elaborar e refletir sobre os desafios da leitura do território e da prática do planejamento urbano, desde a concepção, gestão e implementação de políticas urbanas, considerando as diferenças de gênero e sociais.

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“Arquitetura, Cidade, relações Étnicas e de Gênero” – disciplina optativa do curso de arquitetura e urbanismo da UNILA

Guest post (autora convidada): Camilla M. Sumi 

cartaz_optativa_camillasumi-03.pngDesde que inaugurado o curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) preocupa-se em abordar as temáticas de gênero e etnia em diversos eixos do seu projeto político pedagógico, sendo também tema específico previsto na disciplina optativa Arquitetura, Cidade, Relações Étnicas e de Gênero, a qual será ministrada pela primeira vez neste semestre letivo de 2019. Continuar lendo

divulgando a disciplina de verão de mestrado – “Ciência, tecnologia e cidade sob a perspectiva feminista”

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imagem do livro “Entornos habitables”, do Col-lectiu Punt 6 (disponível aqui)

Nesse 4o trimestre de 2018 (jan/fev de 2019) acontecerá a disciplina de verão de mestrado “Ciência, Tecnologia e Cidade sob a Perspectiva Feminista”, de 15 horas (1 crédito). Ela será ministrada pelas professoras Diana Helene (http://lattes.cnpq.br/4396492936910065) e Bruna Vasconcelos (http://lattes.cnpq.br/1211963856354837). Além disso, teremos a participação das professoras Fernanda Araújo (http://lattes.cnpq.br/1729587612794152) e Camila Laricchia (http://lattes.cnpq.br/0781779929562675).

As aulas ocorrerão de 21 a 24 de janeiro de 2019, sendo que 21, 22 e 23 serão das 9 as 12, e no dia 24 será de 9 as 17 com intervalo para o almoço. As aulas serão no IFCS (Centro).

Aqueles(as) interessados(as), favor preencher o formulário: https://goo.gl/forms/Ic9AMkKbAWb8fOi62.

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LabCidade realiza o seminário Cidade, Gênero, Interseccionalidades no Sesc-SP

REPOST do LABCIDADE – Laboratório Espaço Público e Direito à Cidade – laboratório de pesquisa e extensão da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo: http://www.labcidade.fau.usp.br

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Foto: Luenne Albuquerque

Embora o planejamento urbano no Brasil tenha avançado no debate acerca do direito à cidade e procurado construir processos democráticos de governança urbana, até agora, não foram adotadas práticas e políticas para o território considerando as diferenças e desigualdades estruturais para além das classes sociais.

É a partir dessa leitura de contexto que, desde 2016, o LabCidade FAUUSP desenvolve, sob coordenação da Profa. Paula Freire Santoro, uma agenda de pesquisa que busca investigar de que maneira as questões de gênero se manifestam no urbano, utilizando São Paulo como território de pesquisa.

Para colocar em debate e fazer convergir os trabalhos e conceitos que tem sido desenvolvidos acerca do tema, decidimos organizar o Seminário Cidade, Gênero e Interseccionalidades, que acontecerá em São Paulo entre 28 de janeiro e 1 de fevereiro de 2019, realizado pelo Centro de Pesquisa e Formação do SescVeja o evento no Facebook.

Uma das propostas é entender as questões de gênero como uma categoria de análise do território, considerando a interseccionalidade ou a sobreposição de identidades sociais e de sistemas de opressão, dominação ou discriminação – normalmente associados a diferenças de classe, raça, nacionalidade, sexualidade. Serão discutidas abordagens teóricas do planejamento urbano e gênero, com foco especial nas teorias contra-hegemônicas recentes.

O seminário também tem como objetivo analisar criticamente a prática do planejamento urbano e a implementação de políticas urbanas, considerando a diversidade social e de gênero.

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