Provoca.ações 3 sobre a cidade na perspectiva das mulheres – na Casa dos Estudos Urbanos

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Hoje, segunda-feira, participaremos do Provoca.Ações em uma conversa sobre a cidade e seus espaços segundo a perspectiva das desigualdades de gênero. Estamos com grande expectativa, já que provavelmente dialogaremos com um público pouco habituado ao debate feminista. Além disso, teremos a oportunidade de estar com a Tainá de Paula que concorre como conselheira federal na Chapa 3 do CAU/RJ, trazendo essa pauta de forma marcante na sua campanha. Vamos juntas!

Às 18h30 na Casa de Estudos Urbanos – Rua da Glória, 18, Glória – Rio de Janeiro.

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O urbanismo feminista do Col·lectiu Punt 6

Ilustração da publicação “Noturnas”, um projeto do Col·lectiu Punt 6

O urbanismo feminista vem despontando como uma alternativa para se pensar a cidade e seus equipamentos coletivos de uma outra forma. Principalmente na busca de uma aliança das dicotomias entre a esfera produtiva e a esfera reprodutiva. A cooperativa Col·lectiu Punt 6, em Barcelona (Espanha), é uma referência nesse sentido. O grupo é coordenado pela Arquiteta e Urbanista feminista Zaida Muxi, professora da Universidade de Barcelona, e é composto de arquitetas, sociólogas e urbanistas.

Segundo a cooperativa, o urbanismo feminista desafia a premissa de que o planejamento é neutro. Nesse sentido, reafirma a ideia de que nossas cidades e bairros foram configurados por meio dos valores de uma sociedade capitalista e patriarcal, nos quais, é importante ressaltar, que esta forma física dos espaços urbanos contribui para perpetuar esses mesmos valores. Em resposta, o planejamento urbano feminista propõe práticas para transformar as divisões típicas das cidades capitalistas e patriarcais, que demostram a necessidade de repensar os espaços públicos a partir da ótica da vida cotidiana. Significa colocar a vida das pessoas no centro das decisões de planejamento por meio da participação da comunidade, sobretudo nos espaços onde “a vida acontece”: a casa, o bairro, os centros urbanos, os subúrbios e periferias. Continuar lendo

Campanha #MEUCORPONÃOÉPÚBLICO.

Um grupo de publicitárias mulheres criaram uma campanha contra a violência e o assédio sofridos pelas mulheres em sua circulação pela cidade, sobretudo no transporte público. Tudo começou em um grupo fechado de Facebook, criado em 2016 pela publicitária Ana Mattioni, chamado Mad Women, que inicialmente tinha o objetivo de unir mulheres que trabalham com criação e atualmente conta com 1.800 profissionais “empenhadas em transformar o mercado e, claro, a sociedade” (segundo divulgação do grupo).

Depois do acontecimento do dia 29 de agosto, quando um homem ejaculou em uma passageira de ônibus e não foi penalizado pelo juiz, as mulheres do Mad Women resolveram unir seus talentos de criação para realizar uma série de pôsteres com fotos, desenhos e frases a partir da hashtag da campanha #MEUCORPONÃOÉPÚBLICO.

Foram criados um “Tumblr” que reúne todas as artes de forma livre e em alta resolução para que qualquer pessoa possa baixar, imprimir e espalhar por aí: https://meu-corpo-nao-e-publico.tumblr.com/; e um projeto de financiamento coletivo no catarse para a impressão de adesivos e posters adesivos para serem espalhados pela cidade com a campanha: https://www.catarse.me/meucorponaoepublico_d379.

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Indicação de leitura: “Calibã e a Bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva” de Silvia Federici

“Para ele, ela era uma mercadoria fragmentada cujos sentimentos e escolhas raras vezes eram consideradas: sua cabeça e seu coração estavam separados de suas costas e mãos, e divididas de seu útero e vagina. Suas costas e músculos eram forçados no trabalho do campo […,] às suas mãos se exigia cuidar e nutrir o homem branco […]. [S]ua vagina, usada para o prazer sexual dele, era a porta de acesso ao útero, lugar para os investimentos dele – o ato sexual era o investimento de capital, e o filho, a mais-valia acumulada. […]” Barbara Omolade, Heart of Darkness, 1983 (citação no livro: Federici, 2017, p.113).

Imagem do livro: “Uma “resmungona” é obrigada a desfilar pela comunidade usando a “rédea”, uma engenhoca de ferro empregada para punir mulheres de língua afiada. Significativamente, um aparato similar era usado por europeus traficantes de escravos na África para dominar os cativos e transportá-los a seus barcos. Gravura inglesa do século xvii” (Ibidem, p. 201)

Em julho de 2017 foi lançado a versão brasileira do livro “Caliban and the Witch: Women, the Body and Primitive Accumulation”, de Silvia Federici, original de 2004. A tradução para o português foi realizada por um coletivo de mulheres, o Coletivo Sycorax, que se formou originalmente com o objetivo de traduzir essa obra tão importante da bibliografia feminista e depois se firmou como coletivo editorial. O livro (que é lindo e cheio de imagens impressionantes) pode ser adquirido pela Editora Elefante, mas também está disponível de forma livre, sob direitos autorais da Creative Commons e pode ser acessado aqui. Continuar lendo

Seminário Internacional Fazendo Gênero 2017

Marcha Internacional “Mundos de Mulheres por Direitos” (foto: Feminismurbana)

Na semana de 30/07 a 04/08 aconteceu no campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, o 13º Congresso Mundos de Mulheres (MM) conjuntamente ao Seminário Internacional Fazendo Gênero 11 (FG), com o tema “Transformações, Conexões, Deslocamentos”. Foi a primeira vez que o MM foi realizado na América do Sul. Os dois eventos integrados reuniram cerca de 10 mil mulheres* de todo Brasil e de diferentes países do mundo, unindo academia e movimentos sociais em um espaço de diálogo sobre gênero e suas interseções entre classe, raça, colonialidade, etnia, origem, opção sexual, etc.

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convite palestra: “Mulher e Cidade na Discussão sobre a Política Urbana: uma relação possível?”

20746183_1927127124211817_6281932190824210170_oTexto de Doraci Lopes e Laura Bueno

A palestra visa problematizar a relação mulher e direito a cidade a partir de dados oficiais e documentos coletivos de movimentos feministas de Campinas. Especialmente o aumento da violência, da feminização da pobreza, o modo de vida provisório de moradia e trabalho, problemas que tem sido ignorados pelas decisões de política urbana e planejamento. A atividade, aberta ao público, está inserida em disciplina do Programa de Pós Graduação em Urbanismo, com o objetivo de aprofundar o conhecimento sobre a percepção do espaço urbano pela população, em suas clivagens de classe, gênero, étnicas e culturais. Pesquisadores, profissionais, gestores públicos, prestadores de serviços urbanos consideram essas clivagens ? Pesquisadores e professores que os formam e formaram devemos colocar em nossas pautas esses conteúdos emergentes.

Dia 22 de agosto de 2017, 16hs na PUC – Campinas. 

 

 

convite palestra “Direito à cidade e gênero: a segregação urbana na prostituição”


No dia 18 de agosto estarei na Universidade Estadual de Campinas – Unicamp apresentando minha tese “‘PRETA, POBRE E PUTA’: a segregação urbana da prostituição em Campinas – Jardim Itatinga”, ganhadora do PRÊMIO CAPES DE TESE na área de Planejamento Urbano e Demografia. A apresentação, intitulada “Direito à cidade e gênero: a segregação urbana na prostituição”,  será na Faculdade de Engenharia Civil Arquitetura e Urbanismo- FEC, onde realizei minha graduação. A proposta é entender, partir do caso de Campinas, de que forma o movimento brasileiro de prostitutas vem reivindicando seu espaço na sociedade por meio, sobretudo, de ações relacionadas a luta pelo seu direito à cidade.

Venham e ajudem a divulgar!!!

Sexta, 18 de agosto às 14:00 – 16:00
Auditório da Faculdade de Engenharia Civil Arquitetura e Urbanismo – Unicamp
Avenida Albert Einstein, 951, 13083-852 Campinas

Link para evento : https://www.facebook.com/events/161568267740105/