Roda de conversa: Gênero e Cidade na UFAL

WhatsApp Image 2018-07-10 at 11.27.40

No dia 12/07/2018 (quinta-feira) acontecerá a roda de conversa “GÊNERO E CIDADE”, evento do Arquitetura e Prosa ☕ , no pátio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Alagoas – UFAL, às 13h30.

Convidadas do evento mesa:

– Prof. Dra. Diana Helene (UNIGRANRIO), Arquiteta e Urbanista, especialista na área de Estudos Urbanos, Direito à Cidade e Gênero (e blogueira da Feminismurbana);

– Júlia Lyra, recém formada em Arquitetura e Urbanismo pela UFAL com estudos na área de Planejamento Urbano e Gênero (link para seu trabalho final de graduação “(Im)permanências e (in)seguranças da mulher na cidade: Pensando os espaços públicos a partir de uma perspectiva feminista no bairro da Jatiúca-Maceió/AL”).

Saiba mais acessando o instagram (@petarqufal), onde se encontram mais informações sobre o evento e as convidadas.

Anúncios

Defesa do mestrado “GÊNERO DA CIDADE EM DISPUTA: práticas artísticas como manifestação do dissenso”

Eu sou uma artista. Eu sou uma mulher. Eu sou uma esposa. Eu sou uma mãe. (Ordem aleatória). Eu faço um monte de lavagem, limpeza, cozinho, renovo, preservo, etc. Também, até agora, separadamente, eu “faço” arte. Agora, eu vou simplesmente fazer essas tarefas de manutenção diárias e trazê-las à consciência, exibindo-as como arte […] MEU TRABALHO SERÁ O TRABALHO. (Mierle UKELES, 1969)*

Segunda-feira próxima, dia 6 de maio de 2018 as 9h00, acontecerá a defesa da dissertação de mestrado “GÊNERO DA CIDADE EM DISPUTA: práticas artísticas como manifestação do dissenso”, de Carolina Gallo Garcia, pelo Programa de Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PROPUR-UFRGS).

A partir da obra de uma série de artistas feministas – em especial 4 mulheres que realizam intervenções na cidade e “que configuram casos representativos ao imaginarem novas formas de produzir espaço público”:  a) Mierle Ukeles (EUA, 1939), que questiona os papéis de gênero e a divisão sexual do trabalho a partir da transposição das atividades domésticas para o âmbito do espaço público; b) Adrian Piper (EUA, 1948), que realiza performances urbanas que questionam papéis de gênero e raça, a partir de sua própria inserção nesses papéis; c) Valie Export (Áustria, 1940), que evidencia as relações de gênero na configuração e nas escalas de desenho da cidade por meio de intervenções entre seu corpo e estruturas arquitetônico-urbanas, e que também realiza outras performances que debatem as relações de poder entre os gêneros como, por exemplo, uma intervenção na qual passeia com seu marido na coleira como um cachorro pelas ruas de Viena; d) Sophie Calle (França, 1953), que realiza deambulações, incursões e perseguições urbanas, que se relacionam com uma espécie de flânerie e voyerismo de atualização feminista –  a dissertação tensiona ideais relacionados a noção de espaço público e sua suposta constituição democrática, quando, na verdade, se constitui a partir de hierarquias de gênero, raça, entre outras.

* No original: “I am an artist. I am a woman. I am a wife. I am a mother. (Random order). I do a hell of a lot of washing, cleaning, cooking, renewing, supporting, preserving, etc. Also, up to now separately I “do” Art. Now, I will simply do these maintenance everyday things, and flush them up to consciousness, exhibit them, as Art. . . . MY WORKING WILL BE THE WORK”. (tradução da autora, In: GARCIA, 2018, p. 98).

Continuar lendo

Marielle vive na cidade e em nossos corações.

Faz um mês. Desde quarta-feira, dia 14 de março de de 2018, estamos enfrentando momentos muito difíceis, de dor, indignação e saudade. Marielle Franco foi covardemente tirada de nós. Sem saber ao certo como seguir perante a brutalidade, caminhamos, apoiando-se umas na outras e levantando os olhos a cada passo. Nos somamos no nosso luto, mas também na(s) nossa(s) luta(s). Não iremos deixar calar mais uma voz que se levantava pelas mulheres, pelas(os) pretas(os), pelas(os) faveladas(os), pelas lésbicas, pelas(os) bissexuais, pelas mães e por muitas(os) outras(os).

Somos muitas e cada vez maiores!

Continuar lendo

Nola Darling uma mulher resistindo ao machismo, ao racismo e a gentrificação do seu bairro natal

A nova série dirigida por Spike Lee “Ela quer tudo”, do NETFLIX, trás como personagem principal uma mulher incrível da qual acompanhamos a cada episódio sua luta para se tornar uma artista reconhecida e uma mulher sexualmente e afetivamente livre. Nola Darling é uma mulher negra crescida em Fort Greene, no Brooklyn, Nova York. O bairro não é apenas um pano de fundo da história, mas também, na minha opinião, o segundo personagem principal da trama. O diretor, também nascido no local, aprofunda neste seriado uma série de questões sobre o bairro, que já tratava em outras produções suas como o clássico “Faça a coisa certa” de 1989, por exemplo.

Capture du 2017-12-18 17-34-56

 

Continuar lendo

A Mordaça “Anti-Bruxa”: design para exclusão de mulheres do espaço público

mascara

Roland Caillaux, 1945

No ensaio “Can the Subaltern Speak?” (“Pode o subalterno falar?”), de 1985, a teórica feminista indiana Gayatri Chakravorty Spivak argumenta que o subalterno, no caso a mulher não-européia, não pode falar e quando toma coragem de fazê-lo, não é escutado. Isto é, além de enfrentar diversas dificuldades para conseguir se expressar, quando consegue, sua voz não tem valor. Isso devido a constituição cultural do que se constituiria um saber válido, no qual sua valorização depende ainda do sujeito que o elabora, sujeito este construído a partir do mito da universalidade. O ensaio é uma crítica a ciência a partir da ótica do feminismo pós-colonial, mas serve também para pensar a relação entre a fala e a separação construída pela divisão sexual do trabalho a partir do binarismo espaço público/privado. Falar e ser escutada é fazer parte do todo, das decisões coletivas, da política e do espaço comum. É fazer parte da cidade.  Continuar lendo

Mesa “Gênero e Cidade” na SEMAU da UNIGRANRO

No dia 04 de outubro de 2017, estaremos debatendo e apresentando nossas teses de doutorado na Semana de Arquitetura e Urbanismo – SEMAU 2017 da Universidade do Grande Rio, em Duque de Caxias, em um eixo temático especialmente destinado ao tema de “Gênero e Cidade”. O evento é aberto, será realizado no Cinema 2 do Shopping Unigranrio, que é acoplado a universidade. Serão duas mesas, uma às 9h00 da manhã e a outra às 18h00. Segue a programação das mesas abaixo:

21766397_357605191346933_3117410783290657452_n (1)

Continuar lendo

Provoca.ações 3 sobre a cidade na perspectiva das mulheres – na Casa dos Estudos Urbanos

21457542_1647158668662118_8635391062583736180_o

Hoje, segunda-feira, participaremos do Provoca.Ações em uma conversa sobre a cidade e seus espaços segundo a perspectiva das desigualdades de gênero. Estamos com grande expectativa, já que provavelmente dialogaremos com um público pouco habituado ao debate feminista. Além disso, teremos a oportunidade de estar com a Tainá de Paula que concorre como conselheira federal na Chapa 3 do CAU/RJ, trazendo essa pauta de forma marcante na sua campanha. Vamos juntas!

Às 18h30 na Casa de Estudos Urbanos – Rua da Glória, 18, Glória – Rio de Janeiro.