convite debate: MEGAEVENTOS E A INVISIBILIDADE DA PROBLEMÁTICA DE GÊNERO

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No dia 28/04/2014, das 14:00 – 16:00h, iremos realizar o debate “MEGAEVENTOS E A INVISIBILIDADE DA PROBLEMÁTICA DE GÊNERO” na “II Conferência Internacional Megaeventos e a Cidade” (http://megaeventos.ettern.ippur.ufrj.br).

Nossa sessão livre é aberta a todes participarem e apresentarem suas opiniões e relatos, não precisa estar inscrito na conferencia para participar. A ideia do debate é inclusive reunir depoimentos e impressões sobre as violações de gênero nas intervenções urbanas dos megaeventos. No debate estão confirmadas até agora: Indianara Siqueira (transgênera, puta, assessora parlamentar e VadiX da Marcha das Vadias do Rio de Janeiro), Rossana Brandão Tavares (PROURB/UFRJ), Rachel Barros (IESP/UFRJ) e Diana Helene (IPPUR/UFRJ).

28/04/2014, 14h, Sala:SL6

Clube de Engenharia
(a cinco minutos do metrô da Carioca)
Ed. Edison Passos
Centro, Rio de Janeiro – RJ – Brasil

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Fonte: blog Fórum Comunitário do Porto- Foto: Edmilson de Lima/Favela em Foco
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Uma Análise das Desigualdades de Gênero em Favelas do Rio de Janeiro: Perspectiva do Reconhecimento para o Urbanismo

TAVARES, Rossana Brandão. Uma Análise das Desigualdades de Gênero em Favelas do Rio de Janeiro: Perspectiva do Reconhecimento para o Urbanismo. In: Cadernos de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo. São Paulo, v. 13, n.2, p.42 – 57, 2012.

Resumo

Este artigo é resultado da pesquisa da tese de doutorado, ainda em andamento, que pretende analisar as desigualdades de gênero nas cidades, focando mulheres pobres que vivem em favelas do Rio de Janeiro, com o propósito de provocar o debate ainda ausente no campo do urbanismo. Nesse sentido, apresentamos uma revisão bibliográfica de autores(as) que discutem os seguintes pontos: (i) a importância da teoria crítica feminista neste momento de transição paradigmática da ciência moderna; (ii) o debate político sobre reconhecimento e redistribuição da ciência política na perspectiva das desigualdade de gênero; (iii) a categoria vulnerabilidade em relação às discussões sobre o espaço urbano que servem como suporte teórico-metodológico para as reflexões a partir de dados de três favelas da cidade: Providência, na Zona Portuária; Babilônia e Chapéu Mangueira, na Zona Sul. O objetivo é mostrar a importância da análise das desigualdades de gênero nos estudos urbanos para que possamos, como arquitetos(as) e urbanistas, superar as concepções “universalistas-modernistas” tanto na escala do planejamento (e da política) quanto na de projeto urbano. Para tanto, dividimos o artigo em quatro partes: (i) a introdução, onde explicamos motivações, objetivos e metodologia empregada; (ii) a primeira parte, que chamamos de perspectiva da redistribuição e do reconhecimento de gênero na política urbana; (iii) a segunda parte sobre possíveis contribuições da crítica feminista na análise do espaço urbano;(iv) e as conclusões. Nossa intenção é buscar contribuir para a constituição de um saber solidário que considere os novos e velhos processos sociais ainda negligenciados pelas análises científicas. Não só o mundo profissional, mas a própria prática de arquitetos(as) e urbanistas ainda estão permeados pela lógica do “mundo dos homens”. Trazer à tona dados, análises e reflexões sobre como as mulheres pobres estão em uma situação de vulnerabilidade diferenciada na cidade, em razão das contradições sociais e culturais de gênero, é uma forma de radicalizar a percepção sobre tal problemática e nos provocar a emancipação do nosso modo de produção do conhecimento.

Disponível em: http://www.mackenzie.br/dhtm/seer/index.php/cpgau/article/view/tavares.2012.2