NO DEVAGAR DEPRESSA DOS TEMPOS – 3º ARCHcine – Festival Internacional de Cinema de Arquitetura

Em 2018, o 3º ARCHcine – Festival Internacional de Cinema de Arquitetura preparou três Painéis de Debate que acontecerão na Casa de Estudos Urbanos. Um deles é a mesa Gênero e Cidade. Nós estaremos lá como debatedoras junto com Tainá de Paula e mediação de Maíra Rocha. Os diretores do festival são Aline Pereira e Diogo Leal.

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dia: 25/11/208

hora: 15:00 a 18:00

local: Casa de Estudos Urbanos (Rua da Glória 18a, 20241180 Rio de Janeiro).

É preciso reservar de ingressos para o Painel de Debates no link:
https://goo.gl/forms/4RMCtydws1Kih7ab2

Página do evento no facebook: https://www.facebook.com/events/175520563394783/

Mesa 3: GÊNERO, FEMINISMO E CIDADE
A mesa fará uma introdução ao tema de gênero, feminismos e cidade, a partir da perspectiva da urbanização brasileira, articulando colonialidade, classe, gênero, raça e etnia.
__ mediadora: Maíra Rocha
__ composição da mesa: Diana Helene, Rossana Tavares e Tainá de Paula

Início com a exibição: “NO DEVAGAR DEPRESSA DOS TEMPOS”, de Eliza Capai (SP, Brasil, 2015, 25`)
Guaribas, ali bem do lado da Serra das Confusões, sertão do Piauí: onde o tempo da escravidão ainda é frase no presente, algo começa a mudar. Conversando com mulheres de duas gerações, escutamos como era, como é e como pode ser a vida de quem acaba de cruzar a linha da miséria. De um lado seca, alcolismo, violência familiar e fome. Chegada do Estado, renda, educação e auto-estima do outro. No embate do que era e do que começa a ser, vislumbramos um tempo de rápidas mudanças no devagar daqueles tempos.

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Palestra ENCE/IBGE

Esta segunda haverá apresentação da tese de doutorado, defendida em 2015, de Rossana Tavares: Indiferença a diferença: espaços urbanos de resistência na perspectiva das desigualdades de gênero. A palestra está no contexto de seminários da pós-graduação da Escola Nacional de Ciências Estatísticas.

Segue a baixo a divulgação:

Ser, fazer e acontecer – memórias de um processo

739286_739286Há algum tempo temos tido vontade de resgatar uma publicação muito importante para experiência de formação e militância de uma de nós: Ser, fazer e acontecer – mulheres e o direito à cidade, de Autoria Coletiva e organizado por Taciana Gouveia à época no SOS Corpo em Recife. Como ela mesmo diz, este livro “é em si mesmo um acontecimento por ser um ato inaugural de múltiplas possibilidades”. E esse era verdadeiramente o espírito do processo que culminou nesta publicação. Foram 2 anos de oficinas de formação com mulheres, em sua maioria, de ONGs, movimentos sociais urbanos e associação de moradores de diversos lugares do Brasil, diretamente envolvidas no Fórum Nacional de Reforma Urbana e parceiros da OXFAM GB, naqueles anos de 2007 e 2008 (senão me engano), ou seja, já se passaram 10 anos. As oficinas se constituíram também como uma oportunidade de articulação política de uma agenda de intervenção para a questão de gênero em outras redes e fóruns de reforma urbana. Até porque algumas participantes também ocupavam a cadeira de conselheiras no Ministério das Cidades. Continuar lendo

"The Subway", George Tooker, 1950. [Whitney Museum of American Ar/NPR]

Como começar? Já começamos!

O ano de 2017, foi emblemático na luta pelos direitos das mulheres no Brasil e no mundo, e o debate sobre o direito à cidade a partir de nossa perspectiva ganhou ainda mais relevo. Quando iniciamos nossas militâncias e pesquisas sobre esta problemática, a pergunta, “Como começar?” era quase uma ameaça.

Mas, felizmente, já começamos e cada vez mais assistimos e nos envolvemos em debates que têm se aprofundado no debate do urbanismo (e do planejamento urbano) com a perspectiva de gênero, não só entre arquitetas e urbanistas! Tem uma mulherada se empoderando nestas reflexões, muitas delas divulgadas aqui no blog.

O blog também cresceu em conjunto com o interesse cada vez mais maior nos temas relacionados ao estudos urbanos e as questões de gênero. Durante o ano de 2017 o número de acessos cresceu vertiginosamente, como podemos ver no gráfico abaixo, demonstrando como o debate vem ganhando corpo.

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Nosso artigo na ArchDaily: “Gênero e estudos urbanos, uma conciliação necessária”

Capture du 2017-10-31 09-09-26Dia 11 de outubro, foi lançado no site da ArchDaily um artigo nosso em que traçamos um panorama dos desafios e até onde temos avançado no debate de gênero e o estudos urbanos no Brasil, especialmente frente à nova onda do feminismo.

Lá também falamos um pouco sobre o nosso blog Feminismurbana! Acessa lá!

Artigo Archdaily: “Gênero e estudos urbanos, uma conciliação necessária”

 

Representatividade importa: “Se somos maioria mulheres nos cursos de AU porque na história e nos espaços de poder só vemos arquitetos homens (brancos)?”

Como já temos publicado em nossa página, estamos vivendo uma nova onda feminista frente a uma também nova onda conservadora, não só no Brasil, como em diversos outros países da América Latina, Europa e, notadamente, os EUA. Felizmente, esse movimento tem influenciado nosso campo, da arquitetura e urbanismo (AU). Na academia, não só pesquisas, mas em diversos debates têm sido realizados por estudantes e professoras(es) com intuito de ampliar cada vez mais a percepção da importância da perspectiva de gênero.

Nesse sentido, que semana passada conseguimos dedicar um dia inteiro da II SEMAU – Semana de Arquitetura e Urbanismo da Unigranrio – de mesas e uma oficina sobre as mulheres. Isso foi um ganho significativo e mérito do corpo docente da universidade. Pela manhã tivemos a mesa “Segregação territorial e as perspectivas da diversidade” com a participação da Clarisse Linke (The Institute for Transportation and Development Policy – ITDP), Isabela Rapizo (arquiteta pela FAU\UFRJ), Luiza Borges (mestranda IPPUR\UFRJ), Diana Helene e mediação de Rossana Tavares (ambas colunistas do blog FeminismUrbana, professoras da Unigranrio e organizadoras deste dia do evento junto com a professora Alline Serpa). A noite, assim como pela manhã, mais convidadas emocionaram e trouxeram provocações para alunas e alunos presentes na mesa “Resistência, Planejamento e inclusão nos diferentes cenários territoriais”: Fabrina Furtado (pós-doutoranda IPPUR\UFRJ), Tainá de Paula (mestre pela PROURB\UFRJ e candidata a conselheira federal CAU\RJ), Danielle Mozer (arquiteta pela Unigranrio), Rossana Tavares e mediação de Diana Helene. A tarde, oferecemos uma oficina de ideias de projeto de sala de apoio à amamentação na universidade para as trabalhadoras, professoras e alunas lactantes. 

 

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Provoca.ações 3 sobre a cidade na perspectiva das mulheres – na Casa dos Estudos Urbanos

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Hoje, segunda-feira, participaremos do Provoca.Ações em uma conversa sobre a cidade e seus espaços segundo a perspectiva das desigualdades de gênero. Estamos com grande expectativa, já que provavelmente dialogaremos com um público pouco habituado ao debate feminista. Além disso, teremos a oportunidade de estar com a Tainá de Paula que concorre como conselheira federal na Chapa 3 do CAU/RJ, trazendo essa pauta de forma marcante na sua campanha. Vamos juntas!

Às 18h30 na Casa de Estudos Urbanos – Rua da Glória, 18, Glória – Rio de Janeiro.