Nosso artigo na ArchDaily: “Gênero e estudos urbanos, uma conciliação necessária”

Capture du 2017-10-31 09-09-26Dia 11 de outubro, foi lançado no site da ArchDaily um artigo nosso em que traçamos um panorama dos desafios e até onde temos avançado no debate de gênero e o estudos urbanos no Brasil, especialmente frente à nova onda do feminismo.

Lá também falamos um pouco sobre o nosso blog Feminismurbana! Acessa lá!

Artigo Archdaily: “Gênero e estudos urbanos, uma conciliação necessária”

 

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Representatividade importa: “Se somos maioria mulheres nos cursos de AU porque na história e nos espaços de poder só vemos arquitetos homens (brancos)?”

Como já temos publicado em nossa página, estamos vivendo uma nova onda feminista frente a uma também nova onda conservadora, não só no Brasil, como em diversos outros países da América Latina, Europa e, notadamente, os EUA. Felizmente, esse movimento tem influenciado nosso campo, da arquitetura e urbanismo (AU). Na academia, não só pesquisas, mas em diversos debates têm sido realizados por estudantes e professoras(es) com intuito de ampliar cada vez mais a percepção da importância da perspectiva de gênero.

Nesse sentido, que semana passada conseguimos dedicar um dia inteiro da II SEMAU – Semana de Arquitetura e Urbanismo da Unigranrio – de mesas e uma oficina sobre as mulheres. Isso foi um ganho significativo e mérito do corpo docente da universidade. Pela manhã tivemos a mesa “Segregação territorial e as perspectivas da diversidade” com a participação da Clarisse Linke (The Institute for Transportation and Development Policy – ITDP), Isabela Rapizo (arquiteta pela FAU\UFRJ), Luiza Borges (mestranda IPPUR\UFRJ), Diana Helene e mediação de Rossana Tavares (ambas colunistas do blog FeminismUrbana, professoras da Unigranrio e organizadoras deste dia do evento junto com a professora Alline Serpa). A noite, assim como pela manhã, mais convidadas emocionaram e trouxeram provocações para alunas e alunos presentes na mesa “Resistência, Planejamento e inclusão nos diferentes cenários territoriais”: Fabrina Furtado (pós-doutoranda IPPUR\UFRJ), Tainá de Paula (mestre pela PROURB\UFRJ e candidata a conselheira federal CAU\RJ), Danielle Mozer (arquiteta pela Unigranrio), Rossana Tavares e mediação de Diana Helene. A tarde, oferecemos uma oficina de ideias de projeto de sala de apoio à amamentação na universidade para as trabalhadoras, professoras e alunas lactantes. 

 

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Teses das blogueiras do FEMINISMURBANA

livroA pedidos, resolvemos disponibilizar nossas teses diretamente pelo arquivo do blog. Algumas pessoas estavam com dificuldade de dar download pelos outros sites que estavam hospedando nosso trabalho. Além disso, desde a defesa de nossas teses, elas vem ganhando destaque no debates acadêmicos e interlocuções interessantes que acreditamos que podem ganhar potência coletiva e de promoção da temática de gênero na arquitetura e urbanismo. Acreditamos ser uma grande conquista uma delas ter ganhado o prêmio de melhor tese na área de planejamento urbano (Prêmio CAPES de Tese 2016), o que demonstra como o tema de gênero começa a ganhar espaço e sair da marginalidade nos debates sobre a cidade. Por isso, disponibilizamos aqui os resumos das teses e os arquivos completos para download. Este espaço também é de construção de aprendizagem, afeto e avanços. Adoraríamos saber a opinião das seguidoras de nosso blog sobre nosso trabalho!

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“Sobre as mulheres negras faveladas e a mobilidade urbana” – por Marielle Franco

Capa da Revista Blooks número 4 - Março/Abril/Maio 2017

O texto da vereadora carioca Marielle Franco, intitulado “Sobre as mulheres negras faveladas e a mobilidade urbana” na revista Blooks é uma provocação interessante para o campo da mobilidade urbana, muito habituado ao debate tecnocrático sobre “eficiência ” realizado por figuras brancas e masculinas . A partir de sua experiência pessoal como moradora da favela Complexo da Maré e de uma perspectiva intersecional entre gênero, raça e classe, o texto traz de forma direta dados e reflexões sobre os rumos que esse debate pode tomar levando em consideração os problemas sociais nas favelas do Rio de Janeiro.

Você pode ler diretamente na versão online da revista Blooks (ver página 21) ou na transcrição abaixo:

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As áreas exclusivas para mulheres no transporte público, o que fazer?

Uma polemica povoa o debate feminista no que cerne a relação direta da mulher com a cidade: a criação de áreas exclusivas para mulheres no transporte público. Com a recente aprovação da lei de vagões exclusivos para as mulheres em Brasília (2013), a controvérsia é aberta novamente. Mesmo sendo uma medida que visa proteger as mulheres de possíveis assédios, não há consenso de que seja uma boa iniciativa, inclusive entre as feministas. Para auxiliar no debate lançamos um enquete sobre o tema em novembro do ano passado, frente a uma nova polêmica em perfis e blogs feministas por conta da aprovação da lei em Brasília. Após ficar no ar por 4 meses (nov/2013 a fev/2014), fechamos a votação com pouco mais que 300 votos.

Gênero, desenvolvimento e território – Revista Territórios

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A Revista Territórios em linha da “Red de Revistas Científicas de América Latina, el Caribe, España y Portugal” [http://www.redalyc.org] lançou em 2007 uma edição dedicada ao debate de Gênero, Desenvolvimento e Território.

São 6 artigos dedicados ao tema que evocam a questão da cidade, sexismo, cidadania, participação, meio ambiente e a questão indígena a partir da perspectiva de gênero. Uma edição interessante que abrange o debate sobre território de forma ampla, revelando a importância e a magnitude na América Latina que o debate sobre gênero vem ganhando.

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