“Arquitetura, Cidade, relações Étnicas e de Gênero” – disciplina optativa do curso de arquitetura e urbanismo da UNILA

Guest post (autora convidada): Camilla M. Sumi 

cartaz_optativa_camillasumi-03.pngDesde que inaugurado o curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) preocupa-se em abordar as temáticas de gênero e etnia em diversos eixos do seu projeto político pedagógico, sendo também tema específico previsto na disciplina optativa Arquitetura, Cidade, Relações Étnicas e de Gênero, a qual será ministrada pela primeira vez neste semestre letivo de 2019. Continuar lendo

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Palestra “Gênero e Estudos Urbanos: costuras possíveis” + Curso de Extensão “Gênero e Cidade” – USF

Nos dias 9 e 10 de novembro de 2018 a Universidade São Francisco (USF) promove a Palestra: Gênero e Estudos Urbanos: costuras possíveis” e o Curso de Extensão “Gênero e Cidade”. O curso e a palestra serão realizados pela pesquisadora – e autora desse blog – Diana Helene, a partir de sua tese de doutorado premiada pela CAPES em 2016, “‘PRETA, POBRE E PUTA’: a segregação urbana da prostituição em Campinas – Jardim Itatinga” que tece importantes relações entre o território e a perspectiva de gênero.

O curso de extensão será composto de três sessões. A primeira, em conjunto com a palestra que será realizada no mesmo dia, irá trazer uma introdução ao tema de gênero, feminismos e cidade. A segunda sessão irá aprofundar as discussões anteriores a partir da perspectiva da urbanização brasileira, articulando colonialidade, classe, gênero, raça e etnia. Por fim, no terceiro encontro, realizaremos um estudo dirigido por meio de uma atividade prática e propositiva de atuação, por meio da seguinte pergunta: é possível pensar um “Urbanismo Feminista”?

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Grupo de Estudos – SOBRE PRESENÇAS E AUSÊNCIAS: O FEMININO NAS ARTES

Guestpost (autoras convidadas): Valéria Garcia e Helena Rizzatti

 

Tratar da ação feminina no espaço artístico é uma missão inquietante, desafiadora e apaixonante. Foi durante as aulas das disciplinas História da Arte I e II, no curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Ribeirão Preto, que a docente Profa. Dra. Valéria Garcia notou como o tema instigava as alunas, e alguns alunos, e começou a desenhar o tema central do grupo de estudos.  A pergunta motivadora foi: qual o espaço da mulher no mundo das artes?

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Debate: Espaços generificados e a resistência feminina na cidade

30743407_951308308361568_8405558178627977216_nNum contexto de discussões sobre a questão de gênero nos espaços urbanos, o LabCidade (FAUUSP) convida a urbanista Rossana Brandão Tavares, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), para um debate sobre “Espaços Generificados”. O termo nasceu de sua pesquisa sobre a apropriação do espaço pelas mulheres no morro da Providência, na zona central do Rio de Janeiro, apresentada na tese “Indiferença à diferença: espaços urbanos de resistência na perspectiva das desigualdades de gênero”.
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“Eu, arquiteta, faço greve no 8 de março de 2018” por Zaida Muxi

Repost de texto de Zaida Muxi no blog Fundación Arquia (Tradução: Diana Helene).

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“Eu não quero que as mulheres tenham poder sobre os homens, mas sobre si mesmas” Mary Wollstonecraft (1759-1797)

“Todas as desgraças do mundo provêm do esquecimento e do desprezo que até agora tem sido feito dos direitos naturais e essenciais de ser uma mulher” Flora Tristan (1803-1844)

8 de março1  é dia international das mulheres, na verdade da mulher, mas eu gosto de usar o plural, porque somos muitas e diversas, e, como vocês sabem existe uma convocatória mundial dos movimentos feministas para nós pararmos de trabalhar nesse dia, tanto na esfera do cuidado ou da reprodução como na esfera do trabalho remunerado ou da produção.

Sim, vou escrever sobre arquitetura e mulheres e porque estar em greve. Muitas pessoas em nosso grupo profissional pensam não haver diferenças entre homens e mulheres e, portanto, não seria necessário falar de gênero ou de mulheres, nem seria necessário, portanto, entrar em greve; mas eu considero que sim, é necessário, e tentarei dar alguns motivos.

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Defesa do mestrado “A Cidade Na Perspectiva Do Gênero: As Políticas Públicas Urbanas 1990-2015”

Começamos o ano animadas: divulgando essa dissertação de mestrado super importante que será defendida na pós graduação do curso de Arquitetura e Urbanismo da UNICAMP. Somos muitas e cada vez maiores ❤

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Guestpost (autora convidada): texto de Camilla M. Sumi (Arquiteta, Urbanista e Pesquisadora – PATC – FEC | Habitares | UNICAMP)

Cartaz de divulgação da defesa. Figura: top of the world, silk tapestry. Artista: Billie Zangewa, 2013.

No dia 27 de fevereiro, terça-feira, às 9h30 acontecerá a defesa de mestrado A Cidade Na Perspectiva Do Gênero: As Políticas Públicas Urbanas 1990-2015 da arquiteta urbanista Camilla M. Sumi.

A partir da organização da literatura que aborda gênero e cidade, a pesquisadora apresenta algumas questões do campo político e do direito à cidade para identificar a inclusão do gênero nas políticas públicas urbanas, na perspectiva das mulheres – entendidas como todas aquelas que se reconhecem como tal: mulheres cisgêneros e mulheres transexuais – sendo a cidade de São Paulo objeto do estudo. Continuar lendo

“As primeiras a serem expulsas são as prostitutas”

Gabriela Leite, prostituta, escritora e fundadora do movimento social de defesa dos direitos das trabalhadoras do sexo no Brasil, afirma, em uma entrevista de 2006 na revista Caros Amigos, que as primeiras pessoas a serem expulsas por processos de intervenções/renovações urbanas são as prostitutas (LEITE, 2006). De forma recorrente, prostitutas são alvo de processos de remoção e “limpeza”. A eliminação da prostituição aparenta ser uma estratégia precursora de abertura de caminhos para processos de revalorização imobiliária, marcados pela chamada “gentrificação”, na qual a principal característica é uma nova injeção de capital na área e a decorrente substituição de seus moradores/usuários por outros de maior renda. Para isso se efetivar, a violência contra a presença das prostitutas é aliada a processos também violentos de desconstrução dos seus espaços de atuação, como demolições e “emparedamentos”.

“Pistas del Baile”: série de fotografias da artista mexicana Teresa Margolles que retratam prostitutas sobre os escombros da demolição de antigas boates e locais de prostituição nos quais trabalhavam em Ciudad Juárez , México: “Desde los años noventa, sucesivos gobiernos han intentado recuperar su centro histórico llevando a cabo una limpieza social y desplazando, entre otros, a las trabajadoras sexuales que se desenvuelven en la zona. Casas y negocios han sido cerrados y demolidos a lo largo de los años, entre ellos numerosos clubes nocturnos y discotecas, debido a la guerra entre carteles de droga, a decisiones gubernamentales y a la especulación inmobiliaria (Artishock, Jun 9, 2017)”

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