Palestra “Gênero e Estudos Urbanos: costuras possíveis” + Curso de Extensão “Gênero e Cidade” – USF

Nos dias 9 e 10 de novembro de 2018 a Universidade São Francisco (USF) promove a Palestra: Gênero e Estudos Urbanos: costuras possíveis” e o Curso de Extensão “Gênero e Cidade”. O curso e a palestra serão realizados pela pesquisadora – e autora desse blog – Diana Helene, a partir de sua tese de doutorado premiada pela CAPES em 2016, “‘PRETA, POBRE E PUTA’: a segregação urbana da prostituição em Campinas – Jardim Itatinga” que tece importantes relações entre o território e a perspectiva de gênero.

O curso de extensão será composto de três sessões. A primeira, em conjunto com a palestra que será realizada no mesmo dia, irá trazer uma introdução ao tema de gênero, feminismos e cidade. A segunda sessão irá aprofundar as discussões anteriores a partir da perspectiva da urbanização brasileira, articulando colonialidade, classe, gênero, raça e etnia. Por fim, no terceiro encontro, realizaremos um estudo dirigido por meio de uma atividade prática e propositiva de atuação, por meio da seguinte pergunta: é possível pensar um “Urbanismo Feminista”?

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O urbanismo feminista do Col·lectiu Punt 6

Ilustração da publicação “Noturnas”, um projeto do Col·lectiu Punt 6

O urbanismo feminista vem despontando como uma alternativa para se pensar a cidade e seus equipamentos coletivos de uma outra forma. Principalmente na busca de uma aliança das dicotomias entre a esfera produtiva e a esfera reprodutiva. A cooperativa Col·lectiu Punt 6, em Barcelona (Espanha), é uma referência nesse sentido. O grupo é coordenado pela Arquiteta e Urbanista feminista Zaida Muxi, professora da Universidade de Barcelona, e é composto de arquitetas, sociólogas e urbanistas.

Segundo a cooperativa, o urbanismo feminista desafia a premissa de que o planejamento é neutro. Nesse sentido, reafirma a ideia de que nossas cidades e bairros foram configurados por meio dos valores de uma sociedade capitalista e patriarcal, nos quais, é importante ressaltar, que esta forma física dos espaços urbanos contribui para perpetuar esses mesmos valores. Em resposta, o planejamento urbano feminista propõe práticas para transformar as divisões típicas das cidades capitalistas e patriarcais, que demostram a necessidade de repensar os espaços públicos a partir da ótica da vida cotidiana. Significa colocar a vida das pessoas no centro das decisões de planejamento por meio da participação da comunidade, sobretudo nos espaços onde “a vida acontece”: a casa, o bairro, os centros urbanos, os subúrbios e periferias. Continuar lendo