Campanha #MEUCORPONÃOÉPÚBLICO.

Um grupo de publicitárias mulheres criaram uma campanha contra a violência e o assédio sofridos pelas mulheres em sua circulação pela cidade, sobretudo no transporte público. Tudo começou em um grupo fechado de Facebook, criado em 2016 pela publicitária Ana Mattioni, chamado Mad Women, que inicialmente tinha o objetivo de unir mulheres que trabalham com criação e atualmente conta com 1.800 profissionais “empenhadas em transformar o mercado e, claro, a sociedade” (segundo divulgação do grupo).

Depois do acontecimento do dia 29 de agosto, quando um homem ejaculou em uma passageira de ônibus e não foi penalizado pelo juiz, as mulheres do Mad Women resolveram unir seus talentos de criação para realizar uma série de pôsteres com fotos, desenhos e frases a partir da hashtag da campanha #MEUCORPONÃOÉPÚBLICO.

Foram criados um “Tumblr” que reúne todas as artes de forma livre e em alta resolução para que qualquer pessoa possa baixar, imprimir e espalhar por aí: https://meu-corpo-nao-e-publico.tumblr.com/; e um projeto de financiamento coletivo no catarse para a impressão de adesivos e posters adesivos para serem espalhados pela cidade com a campanha: https://www.catarse.me/meucorponaoepublico_d379.

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“Sobre as mulheres negras faveladas e a mobilidade urbana” – por Marielle Franco

Capa da Revista Blooks número 4 - Março/Abril/Maio 2017

O texto da vereadora carioca Marielle Franco, intitulado “Sobre as mulheres negras faveladas e a mobilidade urbana” na revista Blooks é uma provocação interessante para o campo da mobilidade urbana, muito habituado ao debate tecnocrático sobre “eficiência ” realizado por figuras brancas e masculinas . A partir de sua experiência pessoal como moradora da favela Complexo da Maré e de uma perspectiva intersecional entre gênero, raça e classe, o texto traz de forma direta dados e reflexões sobre os rumos que esse debate pode tomar levando em consideração os problemas sociais nas favelas do Rio de Janeiro.

Você pode ler diretamente na versão online da revista Blooks (ver página 21) ou na transcrição abaixo:

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