Nola Darling uma mulher resistindo ao machismo, ao racismo e a gentrificação do seu bairro natal

A nova série dirigida por Spike Lee “Ela quer tudo”, do NETFLIX, trás como personagem principal uma mulher incrível da qual acompanhamos a cada episódio sua luta para se tornar uma artista reconhecida e uma mulher sexualmente e afetivamente livre. Nola Darling é uma mulher negra crescida em Fort Greene, no Brooklyn, Nova York. O bairro não é apenas um pano de fundo da história, mas também, na minha opinião, o segundo personagem principal da trama. O diretor, também nascido no local, aprofunda neste seriado uma série de questões sobre o bairro, que já tratava em outras produções suas como o clássico “Faça a coisa certa” de 1989, por exemplo.

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Representatividade importa: “Se somos maioria mulheres nos cursos de AU porque na história e nos espaços de poder só vemos arquitetos homens (brancos)?”

Como já temos publicado em nossa página, estamos vivendo uma nova onda feminista frente a uma também nova onda conservadora, não só no Brasil, como em diversos outros países da América Latina, Europa e, notadamente, os EUA. Felizmente, esse movimento tem influenciado nosso campo, da arquitetura e urbanismo (AU). Na academia, não só pesquisas, mas em diversos debates têm sido realizados por estudantes e professoras(es) com intuito de ampliar cada vez mais a percepção da importância da perspectiva de gênero.

Nesse sentido, que semana passada conseguimos dedicar um dia inteiro da II SEMAU – Semana de Arquitetura e Urbanismo da Unigranrio – de mesas e uma oficina sobre as mulheres. Isso foi um ganho significativo e mérito do corpo docente da universidade. Pela manhã tivemos a mesa “Segregação territorial e as perspectivas da diversidade” com a participação da Clarisse Linke (The Institute for Transportation and Development Policy – ITDP), Isabela Rapizo (arquiteta pela FAU\UFRJ), Luiza Borges (mestranda IPPUR\UFRJ), Diana Helene e mediação de Rossana Tavares (ambas colunistas do blog FeminismUrbana, professoras da Unigranrio e organizadoras deste dia do evento junto com a professora Alline Serpa). A noite, assim como pela manhã, mais convidadas emocionaram e trouxeram provocações para alunas e alunos presentes na mesa “Resistência, Planejamento e inclusão nos diferentes cenários territoriais”: Fabrina Furtado (pós-doutoranda IPPUR\UFRJ), Tainá de Paula (mestre pela PROURB\UFRJ e candidata a conselheira federal CAU\RJ), Danielle Mozer (arquiteta pela Unigranrio), Rossana Tavares e mediação de Diana Helene. A tarde, oferecemos uma oficina de ideias de projeto de sala de apoio à amamentação na universidade para as trabalhadoras, professoras e alunas lactantes. 

 

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