Defesa do mestrado “’As meninas entraram para ficar’- corpos, marcas e narrativas: história(s) e disputas da Casa Nem”

Que corpos podem circular livremente pela cidade? 
Representação e apresentação.
Morada, mural e manifesto.
Inserção e proteção.
Impressão, casca e reflexo.
Território e campo de batalha.
Corpo (Borges, 2018, p. 47).

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lançamento do livro “Lugar de Fala” de Djamila Ribeiro, na Casa Nem, 2017 (Mídia Ninja).

Mais uma pesquisa de pós-graduação sobre gênero e cidade. Segunda-feira próxima, dia 15 de outubro de 2018 as 8h00, acontecerá a defesa da dissertação de mestrado “’As meninas entraram para ficar’- corpos, marcas e narrativas: história(s) e disputas da Casa Nem”, de Luiza Barbosa, pelo Programa de Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPPUR-UFRJ).

O trabalho parte da história e dos conflitos em torno da ocupação “Casa Nem” – um local de moradia e acolhimento de pessoas trans/LGBTQI – para entender questões relacionadas à moradia, cidade e gênero, bem como suas relações com divergências dentro da própria militância de esquerda no Rio de Janeiro. A originalidade da pesquisa se destaca ao tratar das questões moradia por meio de uma ótica ainda apagada nos próprios movimentos sociais de Reforma Urbana, de Luta por Moradia e/ou Feminista: quais os entraves ao direito à cidade que enfrentam grupos que sofrem uma série de opressões inter-relacionadas: machismo, racismo, homofobia, transfobia e putafobia.

Resumo: Esse trabalho se debruça sobre um conflito, em andamento, dentro da esquerda carioca, acerca de um imóvel no Beco do Rato, na Lapa. Uma ocupação protagonizada por pessoas transvestigêneres tomou uma casa que antes era endereço de diversos coletivos ligados a produção de cultura, arte e política. Ambos dentro do mesmo espectro político da militância, a esquerda. A disputa sobre a narrativa desse conflito e sobre seus desdobramentos se deu nas redes sociais e na esfera jurídica também. O objetivo aqui foi tentar entender as estratégias utilizadas por cada grupo em sua disputa pela narrativa desse conflito e no que resultaram essas escolhas. A impossibilidade de diálogo entre parte dos dois grupos demonstrou ser resultado dos mecanismos e práticas adotados por cada um. Essa disputa traz a luz o debate sobre as novas formas de fazer política que os movimentos identitários têm trazido para jogo, e evidenciando que as dificuldades que a esquerda ainda possui para compreender essas novas práticas.

Palavras-chave: Gênero – Interseccionalidade – Disputa – Política – Esquerda

DEFESA DE MESTRADO IPPUR/UFRJ
Título: “’As meninas entraram para ficar”- corpos, marcas e narrativas: história(s) e disputas da Casa Nem”

Aluna: Luiza Borges Ferraz Barbosa
Orientadora: Soraya Silveira Simões

Banca: Diana Helene e Frederico Araújo

Data/horário: 15 de outubro, 08:00h
Local: Sala modular 3, Reitoria – UFRJ

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